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Confira os vídeos do seminário sobre audiodescrição

 

 

Confira os vídeos do Seminários “Os Primeiros 45 dias de Audiodescrições nas Televisões Brasileiras”:

http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/webcamara/arquivos/recentes/videoArquivo?dep=&codSessao=00019195

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Especialistas defendem ampliação do sistema de audiodescrição na TV

Agência Câmara: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/COMUNICACAO/201388-ESPECIALISTAS-DEFENDEM-AMPLIACAO-DO-SISTEMA-DE-AUDIODESCRICAO-NA-TV.html

Deputados e palestrantes reivindicaram nesta quinta-feira, em seminário realizado na Câmara, a ampliação dos programas de televisão que contam com o recurso da audiodescrição. Essa tecnologia é utilizada para facilitar a compreensão dos deficientes visuais: um narrador, nos intervalos dos diálogos, descreve as cenas e os ambientes que estão sendo mostrados. Atualmente, o serviço é oferecido basicamente em filmes e seriados.

A audiodescrição passou a ser obrigatória a partir de 1º de julho, quando uma norma do Ministério das Comunicações (Portaria 188/10) determinou a utilização do recurso em pelo menos duas horas semanais na programação das emissoras de televisão aberta que operam em sinal digital.

Para o presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil, Moisés Bauer, o dispositivo é utilizado de maneira insuficiente. “Duas horas semanais é muito pouco – ouso dizer que é quase nada, uma vez que a obrigação fica limitada às cidades com cobertura digital. A portaria também não disciplina quais tipos de programas vão compor essas duas horas semanais, então corremos o risco de que sejam atrações com pouca audiência”, criticou Moisés.

Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), também defendeu a ampliação da audiodescrição na TV, em eventos e outras atividades. “A aparência da gente diz muito do que queremos ou fazemos, às vezes muito mais do que a própria fala. Essa tecnologia proporciona que a pessoa tenha a noção real do que está acontecendo na cena”, ressaltou.

A atriz Graciela Pozzobon, que faz audiodescrição, afirmou que o desafio do audiodescritor é pontuar os momentos do filme para que o conteúdo fique harmônico para o ouvinte. “Há várias cenas que ocorrem no silêncio, com detalhes no cenário, expressões faciais, objetos. Todas essas informações visuais são descritas a partir de um roteiro, nos silêncios e nas pausas das falas”, explicou.

Dificuldades das emissoras
O diretor de assuntos legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Machado Moura, por outro lado, argumentou que a audiodescrição é um dispositivo novo e que os canais estão em período de adaptação. De acordo com ele, as TVs enfrentam dificuldades para compatibilizar o recurso às diferentes programações.

Moura considerou a portaria do Ministério das Comunicações precipitada. Ele destacou que a audiodescrição não se adapta a todos os tipos de programas – como os transmitidos ao vivo e de caráter jornalístico – e reclamou da falta de profissionais capacitados no mercado. “Nos gêneros dramáticos ou de comédia, estamos sentindo que o audiodescritor precisa de uma formação além da que ele tem hoje”, disse.

Outra dificuldade das emissoras, segundo o diretor, é definir o que é relevante para ser descrito. “As pessoas que trabalham na televisão têm uma dificuldade natural de perceber o que o deficiente visual almeja, até porque existem diferentes níveis de deficiências, com percepções diferentes do mundo”, sustentou.

Legislação
A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom), pediu a criação de um novo marco regulatório das comunicações, que contemple os direitos das pessoas com deficiência.

Erundina também defendeu a mobilização das frentes parlamentares, a fim de valorizar iniciativas governamentais voltadas aos deficientes. “A ideia é articular as frentes para potencializar as condições de atuação, não só promovendo audiências e projetos, mas, sobretudo, influindo na construção das políticas públicas”, afirmou.

O seminário foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, pela Frentecom, pela Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e pela Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, vinculada à Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

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Os primeiros 45 dias da Audiodescrição

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Seminário sobre Audiodescrição

A Deputada Federal Luíza Erundina, Presidenta da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom); o Senador Lindbergh Farias, Presidente da Subcomissão Permanente dos Interesses Sociais da Pessoa com Deficiência (Casdef), e a Deputada Federal Rosinha da Adefal, Presidenta da FrenteParlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (FrentePcD), convidam para o Seminário “Avaliação dos primeiros 45 dias de Áudiodescrição nas televisões brasileiras (pela garantia do direito à comunicação e à informação, da pessoa com deficiência)”, a ser realizado no dia 18 de agosto de 2011, das 14h às 18h, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília – DF.
O seminário contará com este recurso em acessibilidade ( áudiodescrição) durante toda sua realização, além de intérpretes de Libras e legenda em tempo real.
PROGRAMAÇÃO

.14h – Abertura

Mesa de abertura:
1. Senador Lindbergh Farias, Presidente da Casdef;

2. Deputada Luíza Erundina, Presidenta da FrenteCom;

3. Deputada Rosinha da Adefal, Presidenta da FrentePcD;

4. Presidente do Conade e Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB), Moisés Bauer;

5. Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da PcD, Antônio José do Nascimento Ferreira;

6. Representante do Programa de Acessibilidade da Câmara dos Deputados
7. Representante do Programa Senado Acessível;

8. Representante da TV Câmara;

9. Representante da TV Senado.

 

14h45min– apresentação de Painel – avaliação e reflexões da sociedade civil – Rosângela Gera (SP), mãe de Laura Gera, usuária de serviço de audiodescrição e representante de grupo de pais de crianças com deficiência visual

 

15h – 1ª Mesa: História da audio-descrição no Brasil e no mundo. Como funciona o serviço de audiodescrição. Qual a sua previsão legal, constitucional e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Moderador da Mesa:

Senador Lindbergh Farias

Palestrantes:

Paulo Romeu (SP)

Graciela Pozzobon (RJ)
Debatedor:
Moisés Bauer (RS)

15h50min – 2ª Mesa: a profissão de audiodescritor: quem são e onde estão os audiodescritores. Requisitos para a profissão. Necessidade de regulamentação e de certificação.

Moderadora da Mesa:

Deputada Luíza Erundina

Palestrantes:

Francisco Lima(PE)
Letícia Schwartz (RS)
Debatedora:

Loni Elisete Manica (DF) – Representante do Programa Senai de Ações Inclusivas

16h40min – 3ª Mesa: os primeiros 45 dias de audiodescrição nas televisões brasileiras – dificuldades para a implementação, caminhos e perspectivas.

Moderadora da Mesa:

Deputada Rosinha da Adefal

Palestrantes:

Representante do Ministério das Comunicações
Representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)

Debatedor:

Representante do Ministério Público Federal que atua na ADPF 160/2008

 

17h30min – perguntas e pronunciamentos da plenária

18h – encerramento.

Tendo como tema central o direito à informação e à comunicação, o seminário abordará questões de interesse das pessoas com deficiência e dos profissionais que hoje se dedicam à realização e a formação dos profissionais audiodescritores.

No Brasil, segundo o IBGE, há cerca de 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total ou parcial. E TODOS tem direito à comunicação e à informação, nos termos postos na Constituição da República Federativa do Brasil e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Em discussão, no evento, temas como o cumprimento da Portaria n. 188, do Ministério das Comunicações; a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º160/2008(ação que tramita perante o Supremo Tribunal Federal e que busca o cumprimento deste recurso nas televisões brasileiras) e as perspectivas para o profissional audiodescritor.

Fonte: Assessoria do Gabinete daDeputada Rosinha da Adefal.

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